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Mamã Silvestre

Mãe de um lindo rapaz e agora também de uma linda princesa.

Mamã Silvestre

Mãe de um lindo rapaz e agora também de uma linda princesa.

O ramo do dia da espiga

Eu não ligo muito a este dia, aliás costumo-me lembrar quando algumas colegas (que têm nas suas raízes essa tradição) comentam que em Lisboa é difícil de arranjar o dito ramo que assinala esse dia e combinam entre elas que a primeira que encontre um ramo compre para as outras. Normalmente é a que vem de transportes que encontra na estação do Cais de

 

Hoje quando ela aparece com os ramos há um grande desânimo entre as que pediram para comprar porque os ramos eram um pouco feios, estavam murchos, eram caros e o pior é que não estavam feitos de acordo com a tradição.

 

Confesso a minha ignorância sobre o assunto e foi com elas que aprendi o que o ramo leva. Então pelo que entendi o ramo tem que ter a espiga (claro), malmequer, videira, papoila, ramo de oliveira e alecrim. Cada um tem o seu significado e devem ser colocados atrás de uma porta.

 

Acho que o R. hoje também ia fazer um raminho lá na escola... depois quando chegar a casa já vou ver se está como manda a tradição.

 

Resta-me desejar um feliz dia da espiga! Ah...e para que tem essa sorte um bom feriado!

 

Beijos e abraços,

MS

 

Ó bolinhos, bolinhos, em louvor de todos os Santinhos!

Gosto de tradições, sempre achei que são elas que mantém acessas as nossas origens. Cada vez mais há tradições que se vão perdendo, e esta é uma delas, é também uma das que mais gosto e que mais recordações me traz!

 

Lembro-me desde muito pequena, de ir pedir os bolinhos no dia 1 de Novembro, dia de todos os Santos. Mas é engraçado que só me recordo de ir pedir os bolinhos na aldeia dos meus país. Em Lisboa nunca pedi, nem nunca vi ninguém pedir.

 

Recordo-me de muitos episódios vividos nesse dia, com o irmão e primos, acordávamos bem cedo e íamos felizes de porta em porta (com frio e gelo, às vezes a chover) pedir os bolinhos a todos os que moravam ou iam de propósito à aldeia passar o feriado.

 

Percorríamos toda a aldeia, à porta de cada casa chamávamos os moradores dizendo com toda a força que tínhamos: "Ó bolinhos, bolinhos, em louvor de todos os Santinhos!"

 

Depois apareciam as pessoas, com um cestinho de moedas perguntavam-nos: "É para quantos?"

 

Está pergunta era para saberem se estávamos a pedir só para nós próprios ou também para algum irmão, que fosse pequeno de mais para pedir por ele. Individualmente recebíamos uma moedita para dentro do nosso saquinho de pano, por vezes também éramos presenteados com bolos ou bolachas...havia também algumas pessoas que davam romãs e tremoços! 

 

Agradecíamos: "Seja em louvor de todos os santinhos" e lá nos respondiam "Pois seja!" E seguíamos a correr por caminhos inclinados até à próxima casa.

 

Está tradição de pedir era só para crianças pequenas... lembro-me que a última vez que pedi devia ter uns 10 anos... a partir dai já era muito velha. :)

 

Este ano já vou iniciar o R. nessas andanças, esperando que se divirta tanto como eu me divertia.

 

Até breve,

MS

 

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